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Descomplicando a amamentação passo a passo



Diferentemente do que muita gente pensa, amamentar é uma habilidade que precisa ser aprendida. E assim como qualquer outra habilidade, ela pode ser mais fácil para algumas mães e um pouco mais difícil para outras.


Por isso, é fundamental se preparar para este momento com o máximo possível de informações.




Nesse mês de agosto, quando é celebrado o mês da amamentação, buscamos especialistas que tratam as dúvidas mais frequentes das mães, para ajudarmos nessa etapa tão importante:

Alimentação da mãe

Para favorecer a amamentação, a mãe deve manter uma alimentação saudável e equilibrada, sem períodos prolongados de jejum. Além disso, deve cuidar da hidratação e consumir de três a quatro porções de cálcio (leite e derivados, vegetais verde escuros) por dia.

Primeiro contato

De acordo com a Dra. Adriana Campaner, ginecologista do laboratório Salomão Zoppi, o bebê deve ser levado ao seio ainda na sala de parto, após os cuidados do pediatra. Isso porque o contato pele a pele na Golden Hour – primeira hora de vida do bebê – libera a prolactina, hormônio responsável pela produção do leite materno.

Ambiente

Não é necessário ter um local fixo para a amamentação. O importante é que seja um ambiente calmo, bem iluminado e que traga conforto. O ideal é que a mãe já mantenha por perto todos os objetos que for precisar para poder se dedicar à amamentação.

Posição da mãe

Uma posição confortável pode ser a chave para o sucesso da amamentação. A maioria das mulheres amamenta sentada (em sofá, poltrona ou cadeira) com os pés para cima e a almofada de amamentação no colo. Outra posição interessante é aquela em que a mãe fica deitada de lado com o bebê virado para o seio.

Posição do bebê

Independentemente da posição escolhida, o bebê deve ficar encostado na mãe, com o corpo todo virado para que possa ser levado facilmente ao seio.

A “pega”

Para saber se a “pega” está correta, a mãe deve verificar se o bebê mantém todo o mamilo e toda/parte da auréola na boca. Além disso, as mandíbulas devem estar trabalhando de forma ritmada. Caso a “pega” esteja errada, o bebê deve ser reposicionado até que ele consiga pegar corretamente.

Quantidade/Tempo de mamada

O bebê deve mamar por livre demanda, ou seja, quando ele estiver com fome. Depois de algumas semanas a tendência é que ele acabe criando um ritmo próprio, a cada 2h a 4h. “É importante lembrar que existe a nutrição não nutritiva que é quando o bebê quer ficar no seio para ficar perto da mãe, por uma questão afetiva”, explica a pediatra, Dra. Lilian Cristina Moreira.

Troca de seio

O bebê deve mamar até esvaziar a primeira mama. Isso é importante para que ele possa acessar o leite rico em gorduras e calorias. A mãe saberá que está na hora de trocar o seio, porque ele começará a ficar murcho e o bebê diminuirá a sucção. Em seguida, a mãe deve oferecer a outra mama e deixá-lo mamar até se satisfazer.

Quando for amamentar novamente, a mãe deve se lembrar de começar pela última mama oferecida.

Arroto

Alguns bebês mamam sem parar até se sentirem satisfeitos e outros precisam arrotar no meio da amamentação. A forma mais comum de “colocar para arrotar” é virar o bebê para os ombros e dar leves palmadinhas nas costas.

É importante lembrar que alguns bebês podem levar muito tempo para arrotar ou simplesmente não arrotar.

Sinais de uma boa mamada

Muitas mães ficam inseguras sobre o bebê estar bem alimentado. Alguns sinais de que a mamada está sendo bem realizada são: pega indolor, mucosa oral hidratada, o bebê não solta a mama com frequência e fica relaxado.

Cada mãe é capaz de produz um produto único, feito sob medida para as necessidades de seu filho. “Existe um mito de que o leite pode ser fraco ou não ser suficiente, mas as mães devem entender que um corpo que é capaz de gerar uma vida é perfeitamente capaz de produzir leite”, reforça a Dra. Lilian Cristina Moreira.

A jornada da amamentação pode não ser fácil, mas é bastante recompensadora. O leite materno é o alimento mais completo para o bebê e oferece diversos benefícios para a mulher, como prevenção de doenças e regulação de hormônios. Por isso, é fundamental que as mães busquem ajuda especializada no caso de dificuldade.



Quer compartilhar conosco como está sendo ou foi a sua jornada? Deixe aqui seu comentário ;)



Fontes:

Dra. Adriana Campaner, ginecologista do laboratório Salomão Zoppi (@salomaozoppi)

Dra. Lilian Cristina Moreira, pediatra (@cordainfancia)


Redação: Eliene Costa e Mariana Bicalho


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