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Como lidar com a seletividade alimentar?


Todos sonhamos com filhos saudáveis, que gostem de comer frutas, verduras e legumes.


No entanto, a realidade nem sempre é tão simples. É muito comum ver pais reclamarem que os filhos não aceitam determinados alimentos e que não sabem mais o que fazer. E o pior, muitos acabam desistindo de oferecer novos sabores.


Então como lidar com a seletividade alimentar?



“A seletividade alimentar faz parte do desenvolvimento infantil e, na maioria das crianças, é um processo comum e transitório”, explica a nutróloga e pediatra, Dra. Mariana Bovolon.


Segundo a especialista, pode acontecer devido ao padrão alimentar da família ou como uma forma da criança se comunicar com os pais, mostrando que algo não vai bem. Isso porque, elas têm menos recursos sociais para se comunicar e o comportamento alimentar é uma das maneiras encontradas para chamar atenção.


A recusa alimentar é típica da primeira infância e costuma acontecer por meio de birras, demora para comer, negociações e, até mesmo, levantar-se da mesa durante as refeições.


A boa notícia é que é possível estabelecer tratamento em qualquer idade. Em crianças saudáveis, quando é apenas uma questão comportamental, o tratamento é feito por meio de orientação de médico e nutricionista. Já em casos mais sérios – que podem acontecer em algumas crianças com autismo, por exemplo - muitas vezes é necessário entrar com uma equipe multidisciplinar, que também inclui psicólogo e fonoaudiólogo.


Quando não tratada, a seletividade alimentar pode causar falta de nutrientes, que no caso de crianças pode resultar em prejuízos intelectuais, de crescimento e imunidade.


A especialista ressalta que ninguém precisa comer tudo e gostar de todos os alimentos.

“É importante respeitar as preferências alimentares de cada pessoa. No entanto, como as crianças estão aprendendo a comer, é função dos pais aumentar ao máximo esse repertório”.


A indicação é de que as crianças participem do preparo das receitas, ajudem a escolher frutas e legumes no mercado, e sempre provem novos sabores. Além disso, é importante que a família faça as refeições junto e que coma os mesmos alimentos. Assim, as crianças aprendem com o exemplo e tende a imitar os pais.



É importante atentar também para a qualidade dos alimentos ofertados, evitando salgadinhos e doces, uma vez que o paladar pode ser facilmente viciado. A gordura e o açúcar estimulam o cérebro e as papilas gustativas, e quanto mais alimentos assim forem ingeridos, mais a pessoa vai querer ingerir.


“Se a criança não gostar de algum alimento, os pais devem tentar modificar o tipo de preparo. O segredo para tornar os alimentos mais atrativos para as crianças é investir em bons temperos naturais e carinho”, explica a doutora. Para ela, o maior erro mora em oferecer apenas o que a criança come.



Você já passou, ou está passando, por esse desafio? Conte aqui para a gente e aproveite para tirar alguma dúvida ;)




Fonte: Dra. Mariana Bovolon - Nutróloga e Pediatra (@maribovolon)

Redação: Eliene Costa


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